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Aprenda como manter seu barco sempre na direção que sua proa aponta

Nem sempre um barco vai para onde a sua proa aponta. Parece estranho, mas é um fato. Ventos, marés e correntezas têm tudo a ver com isso. Seja por uma coisa, pela outra ou pelas três juntas, a massa de água sobre a qual se navega está sempre em movimento. E, dependendo da intensidade deste(s) movimento(s), o barco tende a ir junto, criando a tal diferença entre o rumo desejado e o conquistado. Em outras palavras, à “deriva”.

Identificar e avaliar estas forças e perceber a deriva que o barco realiza sobre a superfície da água é uma habilidade fundamental, especialmente para quem frequenta canais ou barras de rios estreitos. Idem nas longas travessias, aquelas onde se estipula um rumo e, em seguida, relaxa-se, achando que, ao final da jornada, o barco chegará exatamente no local desejado. Bem, infelizmente, nem sempre é assim...

No mar, correntes e marés podem atingir até dez nós de velocidade – mais do que boa parte das embarcações é capaz de desenvolver, a vela ou mesmo a motor. Já os ventos podem passar facilmente disso, o que torna as coisas piores ainda.

Por isso, nas embarcações mais modernas, a direção para onde a proa aponta aparece nos instrumentos eletrônicos sob a sigla HDG, de “heading”, em bom português náutico “aproamento”, ou rumo da bússola. Já o curso sobre o leito marinho aparece como COG, de “course over grounde”, em inglês. São coisas diferentes e esta dupla informação já é uma ajuda e tanto.

Mas os eletrônicos apenas dão informações, não as interpretam – o que cabe mesmo ao timoneiro fazer. Quanto mais estreito for o canal, mais é preciso ir corrigindo a proa a todo instante, a fim de retomar a linha de rota previamente traçada – sob o risco de acabar encalhado ou coisa pior. Para isso, deve-se ultrapassar levemente a linha para o outro bordo e esperar que a deriva recoloque o barco no rumo certo. E ir repetindo o processo, a cada instante. É nesses momentos que se sente ainda mais claramente o tal fenômeno da proa que aponta para um lado diferente do qual o barco está avançando. Mesmo os leigos percebem isso rapidamente.

Ter uma bússola de alidade é um instrumento valioso neste processo de desenvolvimento e aprendizado. Bem mais do que os sofisticados aparelhos eletrônicos, que não necessariamente ajudam a melhorar os sentidos de um bom timoneiro – apenas informam melhor os dados. Outro bom exercício são os pequenos veleiros monotipos, que são excelentes para isso. Como são barcos leves e, portanto, facilmente arrastados pelos elementos, ajudam uma barbaridade a desenvolver os sentidos e aprimorar a técnica de unir o rumo desejado àquele involuntariamente praticado.

 

Fonte: Revista Náutica



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